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Ginecologista esclarece dúvidas sobre métodos contraceptivos e reposição hormonal no ‘Diário da Manhã’

Médica alertou para a importância do acompanhamento de um especialista para garantir escolha adequada, personalizada e segura para cada mulher

06/02/2026 às 11h22
Por: Redação Fonte: ALEMA
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Nesta sexta-feira, Ronald Segundo conversou com a médica Lícia Kércia no ‘Diário da Manhã’
Nesta sexta-feira, Ronald Segundo conversou com a médica Lícia Kércia no ‘Diário da Manhã’

Agência Assembleia / Foto: Miguel Viegas


A contracepção feminina, seus mitos, escolhas e a autonomia da mulher foram temas centrais da entrevista concedida pela ginecologista obstetra Lícia Kércia ao programa Diário da Manhã, desta sexta-feira (6). A conversa abordou dúvidas comuns sobre métodos contraceptivos e reforçou a importância do acompanhamento médico para decisões mais seguras e personalizadas.

Ao ser questionada sobre a existência de um método contraceptivo ideal, a especialista foi enfática ao afirmar que não há uma opção única que sirva para todas as mulheres. Segundo ela, a escolha precisa levar em conta o momento de vida, o estilo cotidiano e as características individuais de cada paciente.

“Na verdade, a gente tem muitos métodos contraceptivos. O melhor método é o que se encaixa melhor na vida daquela mulher”, explicou.

A médica ressaltou que métodos bastante utilizados, como a pílula anticoncepcional, podem não ser adequados para todas, especialmente para aquelas que têm dificuldade em manter o uso diariamente. “Muitas mulheres não se adaptam, esquecem de tomar a pílula e acabam engravidando. Então, para essa mulher, não seria o método ideal”, afirmou.

Praticidade e segurança


Como alternativas, ela citou métodos de longa duração, como o DIU e o implante contraceptivo, conhecido popularmente como “chip”, que garantem maior praticidade e segurança.

Durante a entrevista, Lícia Kércia também chamou atenção para os efeitos colaterais associados aos métodos hormonais de uso oral, que passam pelo metabolismo do fígado.

“Quando a mulher toma a pílula, o hormônio acaba sendo metabolizado pelo fígado e isso pode trazer consequências, como dor de cabeça e náusea”, alertou.

Em contrapartida, ela destacou que existem métodos hormonais com melhor tolerância, como o DIU hormonal, o implante subcutâneo, o adesivo contraceptivo e o anel vaginal.

Automedicação


Outro ponto importante abordado foi a automedicação. A ginecologista destacou que muitas mulheres iniciam o uso de contraceptivos sem orientação adequada, o que pode provocar sintomas persistentes sem que a causa seja identificada.

“Não é qualquer pílula, não é para qualquer mulher. Cada mulher é única e precisa ser estudada para saber qual tipo de hormônio melhor se adapta à vida dela”, enfatizou.

Segundo a médica, dores de cabeça frequentes, alterações na pele e outros desconfortos podem estar diretamente relacionados ao método utilizado.

A entrevista reforçou a necessidade de informação, acesso a acompanhamento especializado e políticas públicas que garantam às mulheres o direito de escolher, com segurança e autonomia, o método contraceptivo mais adequado à sua realidade.

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