
O deputado estadual Carlos Lula (PSB) denunciou, nesta terça-feira (3), o silêncio do Governo do Maranhão em relação à valorização da educação e cobrou o pagamento imediato do reajuste do piso salarial dos professores da rede estadual. A crítica foi feita durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa.
“O professor é pilar fundamental para qualquer projeto sério de desenvolvimento de um Estado”, afirmou o parlamentar, ao comentar o pronunciamento do governador Carlos Brandão na abertura do ano legislativo, realizada na segunda-feira (2). Para Carlos Lula, o discurso do chefe do Executivo demonstrou distanciamento da realidade e ignorou problemas centrais enfrentados pela educação maranhense.
Segundo o deputado, o silêncio do governo sobre o reajuste dos professores é grave, especialmente porque o direito está garantido em lei. “Já estamos em fevereiro e nenhuma palavra foi dita sobre o reajuste do piso. Isso é ensurdecedor”, criticou.
Carlos Lula lembrou que a Lei nº 11.738/2008 estabelece o reajuste anual do piso nacional do magistério no mês de janeiro e destacou que o Governo Federal assegurou, neste ano, um reajuste de 5,4% por meio de medida provisória.
O parlamentar também comparou a postura do Governo do Estado com a da Prefeitura de São Luís, que concedeu reajuste de 16% aos professores da rede municipal. “Ignorar os professores é virar as costas para o futuro do Maranhão”, afirmou.
Durante o discurso, Carlos Lula ainda questionou as declarações do governador sobre reformas em escolas estaduais e adiantou que o tema será aprofundado em debates futuros no Parlamento. Para ele, a falta de prioridade com a educação compromete diretamente outras áreas essenciais, como a segurança pública e a valorização dos servidores.
“Educação é prioridade. O reajuste é uma exigência legal. Se o governo não cumprir, nós vamos buscar esse direito na Justiça”, concluiu.
Repercussão nas redes
A cobrança feita pelo deputado repercutiu nas redes sociais, onde professores relataram insatisfação com a demora do anúncio do reajuste. O professor Rafael Rabelo afirmou que o problema vai além do percentual. “O Maranhão não aplica o piso do magistério ao vencimento do professor. Queremos o pagamento efetivo do piso, não apenas o reajuste”, comentou.
Já Carlos Wagner Vasconcelos criticou a falta de posicionamento do Executivo estadual. “Janeiro acabou, fevereiro começou e nada do governador anunciar o reajuste. Educação não pode ficar em segundo plano”, escreveu.
As manifestações ampliam a pressão sobre o Governo do Maranhão no início do ano legislativo e colocam a valorização dos professores no centro do debate político estadual.
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