
A rede pública de ensino consolida mais um ano de expressiva participação de estudantes no processo seletivo da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Dados do Programa de Acesso ao Ensino Superior (PAES) 2026 apontam que 78,19% dos aprovados são egressos de escolas públicas, reforçando a trajetória de inclusão e acesso que tem marcado a instituição. Isso significa que, de cada 10 novos universitários na UEMA, 8 vieram da rede pública.
O percentual mantém e supera a tendência observada em anos anteriores, como no PAES 2025, quando 74% das vagas foram ocupadas por alunos da rede pública. O resultado evidencia a força da educação pública estadual e o impacto das políticas de fortalecimento do ensino médio na preparação dos jovens para o ingresso na universidade.
“Este número reflete a dedicação dos nossos professores, o empenho dos estudantes e o compromisso do estado com uma educação pública de qualidade. Ver a maioria das vagas da UEMA sendo conquistadas por alunos da rede pública é a confirmação de que estamos no caminho certo para reduzir desigualdades e ampliar oportunidades”, destacou a secretária de Educação do Maranhão, Jandira Dias.
O reitor da UEMA, Walter Canales, celebrou o dado como parte da missão institucional. “Esse resultado confirma que a universidade pública está cumprindo seu papel social. Ter quase 78% dos aprovados oriundos da rede pública demonstra que as políticas de inclusão estão ampliando o acesso ao ensino superior e garantindo que estudantes de diferentes realidades possam chegar à universidade”.
O avanço da escola pública se reflete também nos cursos de maior prestígio e demanda. No curso de Direito, o percentual de aprovados da rede pública chegou a 87,50% em alguns campi, como em Presidente Dutra. Em Medicina, um dos cursos mais concorridos do país, a UEMA alcançou a marca de 53,75% de aprovados da rede pública no campus de São Luís, um feito notável que quebra barreiras históricas de acesso.
Além do expressivo percentual geral, chama atenção a distribuição dos aprovados por municípios do interior, demonstrando a capilaridade do acesso. Iniciativas como o “Terceirão Não Tira Férias” e Plataforma Gonçalves Dias têm sido estratégicas na preparação dos estudantes, especialmente em cidades mais distantes dos grandes centros.
O resultado consolida a UEMA como principal porta de entrada ao ensino superior público no estado e reforça a educação pública maranhense como instrumento de transformação social, capaz não apenas de incluir, mas também de preparar estudantes para os cursos mais desafiadores e disputados.
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