
Assecom / Dep. Carlos Lula
O aumento dos homicídios na Grande São Luís e o déficit das forças de segurança motivaram novo alerta do deputado estadual Carlos Lula (PSB), nesta terça-feira (28), na Assembleia Legislativa do Maranhão. Em discurso na tribuna, o parlamentar afirmou que os dados recentes indicam agravamento da violência e cobrou resposta imediata do Estado.
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, a Grande Ilha registrou 108 homicídios nos quatro primeiros meses de 2025. Neste ano, antes mesmo do fim de abril, o número já chegou a 112 casos. Apenas neste mês foram contabilizados 33 homicídios — média de 1,2 morte violenta por dia.
Para Carlos Lula, a curva recente da violência exige reação urgente. “Quando um único mês altera de forma tão brusca os indicadores, o debate deixa de ser estatístico e passa a ser sobre resposta do Estado”, afirmou.
O parlamentar citou episódios recentes que, segundo ele, reforçam o sinal de alerta: nove mortes violentas em um único fim de semana na Grande Ilha, quatro homicídios em poucas horas em Coroatá e o assassinato de um sargento da Polícia Militar em São Luís.
Carlos Lula relacionou o cenário ao déficit de efetivo das polícias. Segundo ele, faltam cerca de 4.300 policiais militares no Maranhão e 713 profissionais na Polícia Civil, incluindo 146 delegados. “Menos efetivo significa menos presença, menos investigação e menos capacidade de prevenção. Segurança pública não funciona no improviso”, declarou.
Durante o pronunciamento, o deputado também chamou atenção para a execução do ex-vereador de Dom Pedro Farys Miguel, morto a tiros em São Luís, onde residia. Para o parlamentar, o caso acende preocupação diante de sinais que remetem a crimes de mando.
Ao mencionar o assassinato do jornalista Décio Sá, em 2012, Carlos Lula afirmou que o Maranhão não pode admitir qualquer sombra de retorno da pistolagem.
“O Maranhão conhece o peso histórico desse tipo de violência. Casos assim exigem máxima atenção do poder público”, disse.
O deputado cobrou recomposição do efetivo, fortalecimento das polícias, maior transparência dos dados estaduais de criminalidade e medidas estruturais para conter o avanço da violência. “Não é normal conviver com mais de um homicídio por dia na Grande Ilha. Isso exige prioridade política e resposta concreta”, concluiu.
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