
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou, nesta terça-feira (20), a 1ª Oficina da Federalização da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), voltada a gestores e técnicos da Secretaria Adjunta da Política de Atenção Primária e Vigilância em Saúde (SAPAPVS-SES). O encontro ocorreu no auditório do órgão estadual e deu continuidade à Etapa Estadual no Maranhão.
“Mesmo sendo um processo complexo, a estruturação da rede avança no Maranhão graças à organização interna da SES, que conta com representantes de todos os eixos envolvidos, como tecnologia, comunicação, governança e gestão”, afirmou a secretária adjunta interina da Política de Atenção Primária e Vigilância em Saúde (SAPAPVS-SES), Mayra Nina.
A oficina foi dividida em dois momentos. No período da manhã, foram realizadas palestras temáticas com os seguintes eixos: “Contextualização da RNDS, do Projeto Federalização e da Federalização da RNDS”, “Trajetória e papel estratégico do DataSUS para o SUS” e “Revendo e pactuando rotas – RNDS e o Projeto Federalização”. No turno da tarde, os participantes foram organizados em grupos conforme o setor de origem, para dialogar sobre infraestrutura real, necessária e ideal, além das tomadas de decisão.
A RNDS é uma plataforma que permite a comunicação e a interoperabilidade entre os sistemas de saúde públicos e privados, garantindo que as informações dos pacientes sejam compartilhadas de forma padronizada, interligada e segura. A adesão do Maranhão à RNDS ocorreu em agosto de 2025, após a assinatura do Termo de Adesão e Compromisso com o Ministério da Saúde (MS). O processo está organizado em quatro eixos: Institucional; Governança e Coordenação Estadual; Informação e Informática; e Comunicação.
"A Rede vai permitir acompanhar o cuidado prestado aos usuários do SUS. Com a integração dos sistemas, as informações de saúde ficam disponíveis no aplicativo Meu SUS Digital, facilitando o acesso do cidadão aos seus dados. Dessa forma, sempre que o usuário buscar atendimento em qualquer unidade, no estado ou em outra região do país, os profissionais poderão consultar seu histórico de saúde e garantir um atendimento mais seguro e contínuo", afirmou a especialista em saúde e assessora especial da SES, Violeta Maria Soares Filgueiras.
No Maranhão, mais de 80% dos municípios já integram a rede, como ocorre, por exemplo, com os dados da vacinação contra a Covid-19. Embora o volume de informações ainda esteja em processo de inserção na plataforma, a federalização em curso deve ampliar esse conteúdo, consolidando uma política de Estado irreversível e garantindo o acesso digital aos dados para cidadãos, profissionais e gestores do SUS.
De acordo com o superintendente de Vigilância Sanitária, Ambiental e Saúde do Trabalhador da SES, Edmilson Diniz, a proposta é fazer esse acompanhamento com registros compartilhados de todos os procedimentos executados. "Dessa forma, a gente melhora a linha de cuidado do paciente, enxergando ele com a Atenção Básica e a Assistência Hospitalar, gerando economia em escala, já que serão disponibilizados os laudos dentro da plataforma. Além disso, possibilitamos que a Atenção Básica do território faça um monitoramento a partir de todas as terapêuticas que foram instituídas ao paciente ao longo de sua jornada".
A Oficina da Federalização da RNDS também contemplará gestores e técnicos da Secretaria Adjunta da Atenção à Saúde da SES, em encontro que será realizado nesta quinta-feira (22), no auditório da secretaria. A proposta é alinhar as bases técnicas da pasta, de modo que os sistemas de informação operem de forma coesa, integrada e organizada.
A Rede Nacional de Dados em Saúde
A RNDS é a plataforma oficial de interoperabilidade do Ministério da Saúde. Criada para conectar diferentes sistemas de saúde em todo o Brasil, a RNDS estabelece a infraestrutura nacional para o compartilhamento seguro e padronizado de dados de saúde, garantindo mais eficiência na gestão da informação e aprimorando a qualidade dos serviços prestados à população.
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