
O Censo Demográfico 2022, divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela mudanças importantes no mercado de trabalho e na estrutura de renda da população piauiense. Os dados mostram que o Estado avançou de forma significativa na média de rendimento e reduziu a desigualdade, mas ainda convive com desafios que vêm sendo enfrentados pelas equipes do Governo do Piauí nos últimos anos, com o reforço de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento dos 12 territórios e de suas potencialidades.
O levantamento mostra que 46,57% da população piauiense está inserida na força de trabalho, percentual inferior às médias do Nordeste (49,42%) e do Brasil (56,74%). A taxa de desocupação atinge 3,59%, número pouco acima do índice nacional (3,22%). A capital Teresina lidera a participação no mercado de trabalho, com 60,07%, enquanto Jurema, a 616 km da capital, apresenta somente 14,13%, o menor índice entre todos os municípios brasileiros.
A maior parte dos trabalhadores do Estado está empregada no setor privado (40,88%), seguida pelos trabalhadores por conta própria (29,42%). O setor público representa 18,91% dos vínculos formais, proporção superior às das médias nacional e regional. O nível de escolaridade dos trabalhadores ocupados também mostra indicadores positivos: o Piauí tem 9,11% da população ocupada com ensino superior completo, acima da média do Nordeste, que é de 8,45%.
Na análise da renda, o Estado se destaca como um dos que mais cresceram nas últimas duas décadas. O rendimento médio das pessoas com 10 anos ou mais passou de R$ 344,74 em 2000 para R$ 1.903,63 em 2022, um aumento superior a 450%. A desigualdade também diminuiu: o índice de Gini caiu de 0,629 para 0,518, uma redução de 17,65%, indicando distribuição mais equilibrada da renda entre os piauienses.
Resultados do Censo reforçam direcionamento das políticas públicas no Estado
Para o secretário de Planejamento do Estado, Washington Bonfim, os resultados do Censo reforçam o direcionamento das políticas públicas adotadas nos últimos anos. “Esse estudo reflete os dados de 2022 e nos dá um parâmetro do que estamos desenvolvendo para que esses números melhorem nos anos de 2023 até aqui. Na próxima divulgação, esperamos ver os efeitos das ações de incentivo à territorialização e às potencialidades de cada região do Estado. Os dados apontam para essa necessidade de regionalização, que é justamente o foco desde o início da gestão do governador Rafael Fonteles”, destacou o gestor.
A estratégia de desenvolvimento territorial integra iniciativas voltadas à dinamização econômica, fortalecimento da educação, ampliação da infraestrutura produtiva e ações específicas para os 12 territórios em que o Piauí é dividido. A expectativa do governo é que a combinação dessas medidas contribua para melhorar a inserção da população no mercado de trabalho, reduzir disparidades regionais e ampliar a renda média nos próximos anos.
De acordo com a Seplan, os dados do Censo 2022 reforçam que, embora o Piauí tenha avançado significativamente, o aprofundamento das políticas públicas e o investimento direcionado às desigualdades históricas serão essenciais para impulsionar o desenvolvimento social e econômico do Estado.
Confira o relatório na íntegra: Censo trabalho e redimento no Piauí.
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