
Entre os dias 24 e 25, o Maranhão sediou, na Escola de Saúde Pública (ESP/MA), o evento estadual de implantação da Vigilância das Micoses Endêmicas. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) em parceria com o Ministério da Saúde, marca um passo estratégico para fortalecer a vigilância e o cuidado integral no estado.
O Maranhão é área endêmica para diversas micoses capazes de causar quadros graves e de difícil diagnóstico, muitas vezes confundidas com agravos frequentes como tuberculose, hanseníase, dengue e leishmaniose. Por isso, estruturar essa vigilância significa qualificar o olhar epidemiológico, aprimorar a assistência e ampliar a capacidade de resposta do sistema de saúde.
Ao longo dos dois dias, o evento reuniu gestores estaduais e municipais, profissionais das unidades notificadoras e equipes técnicas. A programação incluiu reunião de gestão para organização dos fluxos de vigilância; aulas expositivas sobre aspectos clínicos das micoses, diretrizes da vigilância no Brasil e funcionamento do sistema de notificação MICOSIS; além da apresentação dos procedimentos de notificação e de gestão de medicamentos estratégicos.
Também foi realizada uma atividade prática voltada ao registro, validação e solicitação de medicamentos no sistema, direcionada a médicos, enfermeiros, farmacêuticos e técnicos de vigilância.
As discussões reforçaram a importância da integração entre vigilância, assistência e gestão, criando uma rede mais resolutiva, capaz de identificar precocemente os casos, confirmar diagnósticos com maior precisão e garantir acesso oportuno ao tratamento.
Para a coordenadora de Vigilância de Zoonoses da SES, Monique Maia, o momento representa um marco histórico para o estado. “Hoje o Maranhão se torna o terceiro estado do Nordeste e o décimo segundo do Brasil a implantar a vigilância das micoses endêmicas. Isso significa cuidado estruturado, diagnóstico oportuno e resposta organizada. Quando a vigilância funciona, a rede acompanha, assiste e protege.”
Com essa iniciativa, o Maranhão amplia sua capacidade de identificar e cuidar das pessoas, garantindo que milhares de maranhenses — antes invisibilizados pelos desafios diagnósticos dessas doenças — possam ser acolhidos, acompanhados e tratados com dignidade e esperança.
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